quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009



Dei,por acaso, de caras com isto. É a nossa melhor foto. A que mais nos descreve. A que mostra o que éramos. Quatro. Se os meninos estivessem de bom humor virava sete, se houvesse chatice virava três, ou duas. O canto esquerdo da sala. Há privilégios quando uma turma só tem 18 alunos. O canto era nosso. Duas mesas. Outras duas vazias atrás de nós. E íamos trocando. Todos os dias, às vezes sozinhas, no nosso terreno, e sempre a querer ver o que se passava fora dele. Cada uma a saltar para seu lado. Rotina. Confiança. Naturalidade. E se eu agora quiser ir a um concurso? Decidimos tentar uma terceira vez aquele concurso em que ficáramos sempre em último. E no fim, nacionais... E sexys, dizia o anónimo. Agora está a Mary comigo em celas e só lhe sei perguntar por artes e pela colónia, à Ju vou telefonando, e à Carol o mesmo embora com mais frequência. Onde está isto? 'Dá vontade de não ir embora sexys.' Vontade até tínhamos. Ficou entre palavras? Ou serão as únicas que sabem as palavras? Que já leram a história, adivinham as frases. Nunca nos lembrámos de sex and the city. Fica para 2010?
Académica! Académica! - gritava o rui

domingo, 27 de dezembro de 2009


Continuo a chegar a casa de noite (ou de tarde escura de inverno) e a olhar da mesma maneira para o céu, com o mesmo espanto, procurando sempre mais. E desde algum tempo a pensar 'aqui estou eu, como sempre e outra vez embasbacada com o céu. o que isto me faz lembrar...' Ali fico, a segurar o saco da lenha (porque está frio, mas nesse momento até me esqueço), mas a tentar ver mais perto o que está mais longe, e logo agora que sei que sou míope. Continuo a pensar no mesmo para adormecer. Ah, isso sim, é mais velho que as estrelas. Continuo a abrir o pequeno livro vermelho sublinhado, para sentir. As estrelas, pois, essas estrelas de campos de futebol à noite, que resolvem aparecer cadentes quando vamos passear o 'nosso' cão. Essas estrelas do alto de um cruzeiro. Ou de uma noite de queima das fitas, em que só havia uma. Cada vez abro mais caminhos para continuar, mas vou deixando umas estradas por acabar. Umas de bom grado, outras com saudade. Continuo a ter impulsos para escrever, mas a diferença é que não pego na caneta. Ou que tenho mais medo de sair algo circular. Continuo a arriscar? Deixei de achar piada ao natal. Acabo por tomar riscos,mas são sempre mais seguros. Vou começar a fazer a minha lista de objectivos para 2010. Sempre achei mais piada ao fim de ano. continuo a começar a escrever sobre alhos,e acabar em bogalhos - mas às quatro e meia da manhã é o máximo que posso dar. boa noite

sábado, 26 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O campo do inimigo. Sabias desenhá-lo com a nitidez de um campo de basket. Gostavas de basket porque era parecido com a verdade. Mesmo com árbitros comprados. (...) Os maus e os bons, os puros e os impuros (...) Mas a luz sobre o campo decidia tudo - os corpos dos homens correndo atrás da bola da verdade. Vê-se tão bem quem joga com tudo o que é e quem joga só com o corpo, dizias tu. Porque é que a vida não é transparente como um jogo de basket?
adaptado, inês pedrosa

domingo, 20 de dezembro de 2009

« Eu quero desenhar o calor. Como é o calor? »

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"Partilhem mais, partilhem tanto como nós partilhámos durante um ano. Partilhem sentimentos, arrebentem gargantas, expludam com vós próprios, metam o coração na boca e sobretudo, escangalhem-se a rir como se amanhã fosse “o dia do jogo do sério”! " André Pereira

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fernando Pessoa

'Tudo vale a pena se a alma não é pequena'
pessoa spot

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

1988 - Mocamfe

Quem não sai de sua casa, cria mil olhos para nada. Anda, até ali , juntos (aponta), vês aquela árvore? Foi ali que este mundo nasceu? Foi num dia cinzento de Outono, depois, mais tarde, a vida entristeceu e começou a chover, abriu-se a ideia, sorriu, deu-se a luz, o sol, o verão , surgiram flores e passarinhos no azul quente do mar.