quinta-feira, 30 de setembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

full house

e esteve cheia a casa, sim.

domingo, 19 de setembro de 2010

lesson 1

inscrições

Velhos amigos. Amigas melhor dizendo. Um telefonema, um pedido, um contrato. Para dar o salto, ou tentar dar o salto. Mesmo achando que não vale nada a pena. (tal como acho que não vale deixar escrito...)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ricardo Araújo Pereira

Eu sou sincero: não aprecio sinceridade

Talvez o leitor já tenha reparado num flagelo que assola a sociedade portuguesa. É o flagelo da sinceridade. Há um número alarmante de pessoas para quem a sinceridade é um atributo estimável. Tanto que, ao que tenho testemunhado com cada vez maior frequência, anunciam a despropósito e sem pudor a sua própria sinceridade, normalmente antes de uma observação desagradável. Funciona assim: "Eu sou sincero: essa camisa fica-lhe mal." Como é evidente, o proprietário da camisa fica duplamente amesquinhado: não só está mal vestido como se encontra junto de uma pessoa sincera. Os nossos defeitos parecem ainda piores quando estamos na presença de alguém que é tão obviamente virtuoso. As pessoas com quem me dou sabem bem o que é carregar esse fardo.

É interessante reparar no modo como o autor deste tipo de frase é, em geral, atormentado pela sua própria nobreza de caráter. Outras pessoas teriam a desonestidade de elogiar aquela camisa, ou fariam um silêncio igualmente condenável. O sincero não pode, uma vez que é sincero. Não é desagradável, nem impertinente, nem descortês. É sincero. No fundo, o que está a dizer é: "Não há nada a fazer. Eu bem me esforço para não ser tão moralmente irrepreensível, mas não consigo. É a mais elevada dignidade que me obriga a dizer-te que tens mau gosto."

No entanto, tenho dificuldade em entender que ser sincero seja uma qualidade. Dizer o que se pensa não tem nada de admirável. Penso eu. É fácil (e todos sabemos que o caminho para a virtude é intrincado), revela sobranceria (que têm as minhas opiniões de tão especial para que eu me sinta no dever de as comunicar aos outros?), e é muitas vezes desagradável (os meus pensamentos são, na esmagadora maioria das vezes, de uma inconveniência assinalável). Creio, aliás, que a vida em sociedade se baseia precisamente na nossa maravilhosa capacidade de não revelar o que pensamos. Sim, eu acho que determinada senhora é gorda, mas não lho vou dizer ­ sobretudo se ela mo perguntar. Claro que o odor corporal de certo indivíduo é desagradável, mas ninguém me convence que eu serei uma pessoa melhor se lhe disser: "Eu sou sincero: o senhor cheira a táxi."

O problema, creio, é que a nossa sociedade está erradamente convencida de que a autenticidade é um valor que se deve prezar. "Sê tu mesmo", ouvimos a toda a hora. "Tu deves ser igual a si próprio", dizem-nos também. São, como é óbvio, maus conselhos. Vamos tentar ser um pouco melhores que isso, digo eu. Só se eu fosse parvo é que seria igual a mim próprio. Trata-se de um caminho que não me levaria a lado nenhum. Por que razão devo ser eu mesmo se, com algum empenho, posso tentar ser uma pessoa decente? Não me choca que Shakespeare e Bach tenham passado pela vida a tentar ser eles mesmos, mas é melhor para o mundo que eu e, por exemplo, Charles Manson, tentemos ser diferentes de nós próprios.

Eu sou sincero: vou continuar a ser dissimulado.

uma vez, duas vezes, qual a próxima?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

esqueci me de postar - 14 de julho

Routine is tricky. There is a moment when you break it and you feel free. And you make memories.
Then there is always the moment when you have to come back and you cry while saying goodbye.
In the way home, you start missing that freedom. You still miss it in the first two weeks.
Then routine comes again entering in your veins and then you star forgetting that you miss what you have!You stop thinking about it. Maybe you'll think about your great time once a week.
Three months passed, I'm glad I sneaked into my folders of photos and went to look at the ones from there... Oh, how I miss that. The freedom. The people. I miss Ben, I miss Sarah, Celia, Randy, Jacob. I miss Vivian and Ian. I miss Andrew and Alicia, and Alex! Oh, and Cathy! I miss our conversations, the way you all live, I think I miss that kind of happiness.We have our kind too, but we're not happy so often. I miss Jamba Juice! Ben's Car and Ben driving! I miss the radio of the van.I don't miss rootbeer yet because I still have some cans and some candys! Thank you Celia! I miss being me, and specially, being that free.Yep, that's all. A bit boring text only to tell you that even with routine making me forget all that, I miss santa clara a lot.
Kisses for all of you guys! Santinho!

P.s 1: pardon me for any spelling errors, some because of my english, some because of the fast typing
P.s.2 : I forgot to say I miss deep fried oreos

Meeriana

sábado, 11 de setembro de 2010

josé mário branco

e cá dentro inquietação, inquietação

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

este ano vai ser diferente

por mais montanhas que ergas.....

ahahahahahah

vai durando man

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

toujours là, encore me prendre de temps en temps

castelo de montemor 010

a foto não é no castelo

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

parte dois - por eça de queirós

" - A instrução para uma criança não é recitar Tityre, tu patuloe recubans... É saber factos, noções, coisas úteis, cousas práticas....
(...)
- Qual clássicos! O primeiro dever do homem é viver. E para isso é necessário ser são e ser forte. Toda a educação sensata consiste nisto: criar a saúde, a força e os seus hábitos, desenvolver exclusivamente o animal, armá-lo de uma grande superioridade física. Tal qual como se não tivesse alma. A alma vem depois... A alma é outro luxo. É um luxo de gente grande..." Os Maias
Diria Agustina que 'a alma é um vício'. Também sei ler.

parte 1 - por mariana alves

Lugares comuns, admito. Não és o teu trabalho, não és a tua casa. Não és o que dizes por vezes também, não és os teus amigos nem o que trazes na carteira. Gostavas de por vezes não seres o que fazes. És o que sabes? Ou melhor, o que não sabes? Não. Podia primar por impressionar, serei mais se citar clássicos? Se publicar críticas à sociedade? Se calhar apenas não faço o erro de opinar sobre o que não sei, se calhar é mais valiosa uma pérola, assim dita, de vez em quando, oportuna, do que semana sim semana não vomitar pérolas, que nem uma ostra. Será assim tão menor a prática? O que sabemos com as mãos, com o corpo? A arte, de fazer a arte? Ou mesmo de a tentar?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A última celebração foi sem pressa, discreta. Passou por nós quase sem nos tocar. Um esquecimento que resultou num suspiro surpreendido, naquela manhã, clara e serena, q.b silenciosa. Era um dia ... importante? especial vá, ou pelo menos um daqueles dias em que pegamos no lápis e desenhamos mais um pauzinho na parede. É sempre bom. Dessa última vez achaste 'o número seis esteticamente mais interessante'. Parece que a mão cheia foi mais esteticamente celebrada, com menos sono pelo menos. Com mais certezas, isso sim, com mais certezas (ironicamente). Não vou anexar a imagem dum dedo, mas podia. Achei sem sal esta última festa. Não sei se foi por ser tipo um cãozinho, que ladra muito, mas como não morde depois vai pedir biscoitos ou se por desta vez ser só mais um pauzinho, um pauzinho a medo, a medo da mudança, a medo do espaço, do tempo que pode (não) haver, da rotina será? De por não haver esse tempo deixar de fazer parte de 90% dos passos que seguia. Passar a fazer parte de menos. E não querer deixar que isso aconteça. Não sei se foi por ouvir menos do que horas atrás, numa fita triste mas devida. Uma mão cheia, agora com mais um dedo, que quer que outro dedo o acompanhe, não na ideia de daqui a um mês (embora nesse sentido queira mais mãos, conta-me se também o desejas) mas de um dedo que o agarre hoje.
Meia noite,tan tan taran, já está.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

pe

Sabem bem um beijo vindo de outro continente, sabe bem ouvir as notícias de longe, sabe bem reportar o que nos transforma deste lado. E eu há um ano comprei um bilhete para ti, meu estupor, devias ir ver o concerto connosco. Sabe bem ter saudades, faz nos sentir vivos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

surprises

Tudo é absoluto quando é, e relativo depois. E tudo assim se repete. Mas o que não costumava acontecer era não ser eu a única a ficar surpresa. Normalmente comentaria que a descoberta me deixara contente, mas nunca ouviria o retorno. O 'já vou com a tua cara'. O 'ainda bem que vieste'. No fundo, é a história das impressões ao longe, sem falar, sem conhecer, sem tentar. E da confiança que não se tem e sem pensar se quebra o respeito, das coisas que se fazem sem bater primeiro à porta, sem querer saber. E foi preciso repetir a história, um amor para nos odiarmos, outro para nos surpreendermos. E sempre tão perto. No fundo, algo deve haver de semelhante,para chegar sempre tão perto, de dois lados diferentes (um que correu mal, outro que corre bem), para dar nestes encontros e a semelhança tanto causa conflito como abertura. Este post não é nada discreto, mas deve à discrição do seu destinatário. Talvez se não tivesse apanhado certas discriçoes, em certas tardes de primavera, não estaria a ser assim escrito, ou não seria escrito de todo. Mas foi,mas foi.