quarta-feira, 31 de agosto de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

estrela

A segunda vez que alguém parte para longe, mas mais perto. Só que parece mais distante, parece que o prazo é maior. Estava tão habituada à distância provocada pelas ocupações e correrias parvas a que nos sujeitamos, pontuada por encontros. De quem tinha nessa situação distante sempre foste o meu encontro mais frequente e sempre me parecia que tinha sido imediatamente antes o nosso encontro anterior. Dava para partilhar um pouco de tudo. E agora não sei bem, não sei bem que te diga pela tua situação difícil nem sei bem que pense. Ah e tal falamos muito e vemo-nos nas férias...ou acabamos por nos afundar nas tais correrias que absorvem o homem actual, e mandamos um postal uma à outra de feliz aniversário, até deixarmos de mandar? Eu por mim vou aí de férias, sabe-se lá se não me vou embora daqui também para o ano. Não vale a pena contar histórias, contar anos, fazer promessas. Vamos vendo, sim? À noite, na varanda, estarei a cintilar. E temos as tecnologias todas, tu vais ter o vodafone travel, e virás cá também. Mas vai saber sempre a menos do que o café que era iced tea. E vai ter fases. Só não comeces a fumar droga por aí ser legal. E amanhã não vou saber quando te volto a ver. É isso a vida, não?
Arrependo-me de não te ter dito para vires cá mais umas vezes e fazer destas figuras, mas pode haver outra oportunidade.

Como sempre acabámos fosse qual fosse o tipo de correspondência,
Gosto muito de ti