quarta-feira, 25 de julho de 2012

em jeito de obrigado a todos que enfiarem a carapuça

É muito cliché as pessoas afastarem-se e depois ser muito muito bom quando se voltam a ver. Uma das realidades mais comuns da vida em amizades a sério, e talvez nalgumas não tão sérias. Contam-se histórias, uma pessoa relembra-se. Porque sim, sem se vendo, caindo na sucessão de desencontros, e tentando uma vez por outra um tempo de novo, a verdade é que nos vamos esquecendo. E quando vamos para casa (ou para uma sala de espectáculos, ou para um café esperar pela boleia), e vimos mesmo cheios, lembramos para voltar a esquecer com certeza, que não nos queremos esquecer mais. Porque às vezes os silêncios são matreiros, e não são esquecimento, ou melhor, o esquecimento tem causas que apelam à nossa lembrança. Porque em certas alturas temos que adivinhar que devemos estar presentes, em certas alturas não chamamos ninguém. Em férias é tudo mais fácil, e eu gosto muito destes encontros. Talvez porque nunca fui de muita rotina, e deixando um pedacinho de mim em vários sítios diferentes, há muita percentagem de distância só porque sim, então muitos encontros. É uma maneira de amizade. Às vezes cansa. Muitas vezes, muitas muitas vezes, sabe a pouco. Mas é tão bom saber gerir rumos diferentes. Ainda há quem já não encontremos, porque não faz sentido, mas ainda vamos perguntando "pela família". Por isso é que deixo postais. Por isso é que me apego demais. E aprendi com a minha mãe que é bom ser assim mas o mais sábio é saber mantê-los. Por isso acho saudável mudar de ares, nunca fui muito da repetição, e sou mais rica por isso. Sempre com o senão dos momentos que ficam pelo caminho, do esquecimento que devia ser combatido. Estou quase a ir para duas viagens e só voltar daqui a muito tempo. E as férias deram-me hipóteses a menos para combater o tempo perdido na ocupação de um ano lectivo. Mas faço o que posso para manter a quem me significa.  

"É a vida desse meu lugar, é a vida"

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